quinta-feira, 16 de junho de 2011

O que está acontecendo de fato na PUCRS

Este texto foi escrito pela Comissão de Comunicação do Movimento 89 de Junho (movimento89dejunho.wordpress.com |@mov89dejunho | Página do Facebook). Será distribuído aos estudantes da PUCRS hoje. Faça sua parte. Compartilhe nas suas redes sociais. 




Qual o estopim de toda mobilização?

          No dia 08 de junho, duas estudantes tentaram inscrever suas respectivas chapas para eleição de delegados para o 52º Conune (Congresso Nacional dos Estudantes da UNE). O DCE da PUCRS, que também é comissão eleitoral, impugnou as chapas sem dar nenhuma explicação. As estudantes ao pedirem justificativas foram agredidas. Nesse mesmo dia, como forma de protesto, 15 universitários acamparam em frente a sede do DCE para exigir a inscrição das chapas. No dia seguinte, muitos estudantes da PUC realizaram uma manifestação em defesa da democracia, os membros do DCE jogaram gás de pimenta contra os manifestantes. Neste dia foi criado o movimento 89 de junho (8 e 9 datas que tudo começou), agregando estudantes da PUCRS de diversos cursos.
         Já na sexta-feira (10/06) decidiram tirar o acampamento e fazer novos protestos na semana seguinte. Na segunda-feira (13/06) o DCE decidiu fazer as eleições mesmo assim, de forma antidemocrática, com apenas uma urna, sendo que existe quórum mínimo de participação dos estudantes de 5% do total dos matriculados na Universidade. Ao descobrirem que na cédula de votação continham duas chapas, algumas estudantes foram na noite desse mesmo dia até a sede provisória do DCE no prédio 15. Ao chegarem lá solicitaram as nominatas das chapas, já que no edital exigia 52 nomes e não havia nenhum panfleto de ambas as chapas na Universidade. Queriam, também, saber as propostas das chapas. A resposta do DCE, com a conivência da PUCRS, foi trancar as meninas dentro da sala, apagarem as luzes e agredirem elas fisicamente.
          Ao longo desse processo de mobilizações, muitos estudantes descontentes com a atual gestão do DCE começaram a fazer parte das mobilizações e passaram a reivindicar eleições democráticas para o DCE imediatamente. Agora o movimento 89 de junho espera que sejam realizadas eleições de fato democráticas na PUCRS, com ampla divulgação, urna eletrônica e todos os mecanismos que uma eleição séria precisa.

Quem é o DCE da PUCRS atualmente?

O DCE da PUCRS é controlado há mais de 20 anos por um grupo político do PDT, liderado pelo vereador Mauro Zacher, que inclusive já foi Presidente do DCE. Perpetuam-se no comando da entidade através de fraudes eleitorais, escondendo o processo eleitoral com editais afixados apenas dentro da sede do DCE, com ameaças e agressões a qualquer estudante de oposição. Conseguem tudo isso com respaldo da Reitoria, com a qual mantem uma relação de atrelamento total. Os membros do DCE são estudantes profissionais. Ganham da Reitoria isenção total da mensalidade, matriculam-se em vários cursos que não se formam e usam do DCE para benefício próprio, como o acordo para não pagarem estacionamento. Há indícios de uso do dinheiro para financiamento de campanhas eleitorais, pois os membros do DCE são os maiores doadores de campanha de Zacher, sendo que não possuem patrimônio declarado que justifique as doações de milhares de reais. E, vários membros de gestões passadas e da atual trabalham ou trabalharam no gabinete do Zacher.


Afinal, pra que serve um DCE?

Na PUCRS, os estudantes não sabem a verdadeira função de um DCE, já que o atual desvirtuou completamente o papel da entidade. O DCE serve para representar e defender o interesse dos estudantes da PUCRS. Quando o valor da mensalidade sobe de forma abusiva, quando precisamos de apoio aos estudantes como cotas de xérox e de impressão (que existem em várias PUC’s por todo o Brasil), para defender um Restaurante Universitário a baixos preços e principalmente pela qualidade de ensino. O DCE deve promover ações de integração dos estudantes, como eventos culturais, palestras, debates, simpósios, conferências. Deve até mesmo promover campeonatos esportivos e festas de integração. Mas, principalmente, deve ser o órgão de defesa dos estudantes, independente da Reitoria de fato. Hoje o que vemos é um DCE fechado para um grupo de cerca de 15 pessoas, com muitos privilégios, atrelado a Reitoria e que agride, ameaça outros colegas e não passa de uma fábrica de carteirinhas escolares e sala pra esses 15 jogarem PlayStation.

E como está a negociação?

Movimento 89 de Junho busca o diálogo em primeiro lugar. Todas as manifestações foram decorrentes da intransigência do DCE e da Reitoria da PUCRS. No dia 15 de junho, aconteceu a primeira reunião entre o Movimento, Reitoria e DCE, mediados por uma comissão de vereadores e deputados estaduais. O movimento apresentou cinco pautas. As principais eram eleições livres e transparentes para o DCE imediatamente, auditoria financeira da entidade (já que nunca prestaram contas) e expulsão dos membros do DCE que agrediram colegas dentro do Campus duas vezes em uma semana.

A postura arrogante do DCE foi neutralizada pela força da mobilização. Foram obrigados a recuar e aceitaram eleições livres, com urnas eletrônicas do TRE e com observação de entidades como Ministério Público, OAB, Ajuris, além da Câmara de Vereadores de Porto Alegre e da Assembleia Legislativa. Entretanto, não concordaram com o calendário que prevê eleições para setembro de 2011. Sexta-feira, dia 17 de junho, às 11h, terá a próxima reunião para o DCE responder sobre a data da eleição.

A União Nacional dos Estudantes já anulou a eleição fraudulenta promovida pelo DCE da PUCRS, para delegados ao 52º Congresso da UNE. A PUCRS é a única Universidade no Brasil que foi necessária intervenção da organização nacional do Congresso. A eleição se realizará em calendário que será definido neste fim de semana. Apesar do pouco tempo para a campanha, será a primeira eleição democrática da UNE na PUCRS depois de mais de uma década.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Nota da União Nacional de Estudantes sobre a PUC-RS


A União Nacional dos Estudantes (UNE) vem a público repudiar a agressão que as estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul sofreram na última segunda-feira, 13 de junho, durante as eleições do 52º Congresso da UNE (CONUNE).

É incabível que aconteçam atos de violência nos espaços do movimento estudantil e, especialmente, durante o processo do CONUNE, fórum democrático da UNE aberto a todas e todos os estudantes brasileiros. É ainda mais inaceitável que essa violência seja contra as mulheres. Lutamos por uma nova universidade e certamente os pilares dessa construção são e, devem, acontecer a partir da liberdade, da igualdade entre homens e mulheres e da democracia.

Manifestamos o nosso repúdio a estas práticas anti-democráticas, exigimos punição aos responsáveis e nos solidarizamos com as estudantes que enfrentam o machismo e lutam por democracia no movimento estudantil.

Todas e Todas rumo ao 52 CONUNE, construir o maior congresso da história do movimento estudantil e fortalece nossa luta por uma Brasil mais justo e por uma universidade mais democrática

União Nacional dos Estudantes

Nota de Repúdio as agressões ocorridas na PUC Rio Grande do Sul

http://mulheresnaune.blogspot.com/2011/06/nota-de-repudio-as-agressoes-ocorridas.html


As Diretorias de Mulheres da União Nacional dos Estudantes e da União Estadual dos Estudantes – Livre/ RS vem a público repudiar a agressão que as estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul sofreram na última segunda-feira, 13 de junho, durante as eleições do 52º Congresso da UNE (CONUNE).


É incabível que aconteçam atos de violência nos espaços do movimento estudantil e, especialmente, durante o processo do CONUNE, fórum democrático da UNE aberto a todas e todos os estudantes brasileiros. É ainda mais inaceitável que essa violência seja contra as mulheres. Lutamos por uma nova universidade e certamente os pilares dessa construção são e, devem, acontecer a partir da liberdade, da igualdade entre homens e mulheres e da democracia.

Manifestamos o nosso repúdio a estas práticas anti-democráticas, conservadoras e opressoras, exigimos punição aos responsáveis e nos solidarizamos com as estudantes que enfrentam o machismo e lutam por democracia no movimento estudantil.

Todas rumo ao CONUNE, construir a universidade que sejamos, denunciar o conservadorismo e a opressão que sofrem as mulheres. Mulheres na luta contra o machismo e por democracia na universidade!

Diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes e Diretoria de Mulheres da União Estadual dos Estudantes – Livre/ RS.





segunda-feira, 13 de junho de 2011

Contra a violência na PUC-RS

Membros do DCE agridem alunas da PUCRS : http://www.youtube.com/watch?v=ETjOIS5ldkc&feature=youtu.be

No dia 13 de junho de 2011, assistimos a mais um episódio de violência na PUC-RS. Segundo testemunhas membros do DCE da PUC-RS agrediram covardemente 4 estudantes dentro prédio 15 na Pontíficia Universidade Católica no Rio Grande do Sul.
Manifestamos o nosso repúdio a estas práticas e nos solidarizamos aos estudantes que estão travando luta por democracia nesta importante universidade no RS.
Não pactuamos com qualquer forma de violência,intimidação e corrupção em entidades estudantis, lutamos por transparência e democracia no movimento estudantil

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”
Ernesto Che Guevara




Henrique Porto Lusa
Coordenador Geral UEE/Livre-RS

Rodrigo de Jesus
Coordenador Geral UEE/Livre-RS

domingo, 17 de abril de 2011

Nota sobre o EME Estadual da UEE Livre/RS

NOTA SOBRE O EME Estadual da UEE Livre

“Ô abre alas que as mulheres vão passar!”


      O I Encontro de Mulheres Estudantes da União Estadual dos Estudantes (UEE Livre/

RS) aconteceu no dia 02 de abril de 2011 na Faculdade de Educação da UFRGS e contou

com a presença de cerca de 50 estudantes das universidades do Estado. Estiveram presentes

estudantes da Universidade de Santa Cruz (UNISC), Universidade Federal de Pelotas (UFPel),

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pontifícia Universidade do Rio Grande

do Sul (PUCRS), Universidade do Vale do Taquari (Univates), Universidade do Vale dos Sinos

(Unisinos), Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Universidade de Caxias do


      A mesa de abertura, sobre o tema: “Ô abre alas que as mulheres vão passar!” contou

com a participação de representantes feministas dos seguintes movimentos e entidades:

Movimento das Mulheres Camponesas, Diretório Central de Estudantes - DCE da UFRGS,

União Nacional dos Estudantes - UNE, Marcha Mundial das Mulheres e União Brasileira de

Mulheres. As debatedoras trouxeram importantes contribuições e análises sobre a história

de lutas das mulheres, sobre as origens da opressão contra a mulher, e sobre os aspectos

específicos da inserção das mulheres nos espaços que estão inseridas: movimento camponês,

movimento estudantil e nos movimentos essencialmente feministas. Também foram feitas análises

conjunturais, tendo como foco o fato de termos uma primeira presidenta mulher no país, e a partir

disso apontaram desafios atuais da organização feminista.

Pelo período da tarde, ocorreram grupos de discussões – GD’s, que estiveram centrados

nos temas: movimento estudantil, assistência estudantil, saúde das Mulheres e a legalização do

aborto, trabalho e renda na universidade - economia solidária e feminista, coletivo de mulheres

e a auto-organização e mercantilização. Nestes grupos de discussão, as participantes tiveram a

oportunidade de trocar experiências de suas Universidades, bem como realizar encaminhamentos

e propostas a cerca da temática a qual foi discutida. Estes encaminhamentos serão realizados a

nível Estadual e serão apresentados no IV Encontro de Mulheres Estudantes da União Nacional

dos Estudantes que se realizará entre os 21 e 24 de abril de 2011 na cidade de Salvador/BA.

Após a socialização das discussões dos grupos, houve um momento de debate a

fim de unificar o Movimento Estudantil Feminista do Estado, bem como para organizar uma

sistematização, que foi chamada de Carta do I EME-UEE Livre/RS, com conteúdo advindo a partir

dos GD’s e portanto, como deliberações do encontro.

O I Encontro de Mulheres Estudantes da UEE Livre/RS além de se constituir em um

espaço debates e reflexões, como fórum de definição de linhas de atuação do movimento

feminista inserido no movimento estudantil no Estado, instigou a criação de novos coletivos

de mulheres nas universidades, o fortalecimento dos coletivos já existentes, e funcionou como

espaço preparatório para o IV Encontro de Mulheres da UNE.

Assim, o Movimento de Mulheres do Estado do Rio Grande do Sul sai mais fortalecido

e unificado após a realização deste I EME-UEE Livre/RS, da mesma forma que o movimento

O I EME significa uma conquista do movimento de mulheres estudantes que terá daqui

em diante e através das próximas edições, esse importante espaço de fortalecimento, formação e

articulação das mulheres estudantes no Estado e com o movimento a nível nacional.

E rumo ao IV EME Nacional!